27 de novembro de 2012

Velocidade

                         *Todos os direitos reservados ao autor
Perdoe a ousadia
É que tua beleza é poesia
E teu azul é íntimo

Segredo de tua janela

Alma que balança em rede

Sonhos não balançam

Mas fazem perder

Cor de céu
Mar que molha

E nada mais foi dito.



21 de agosto de 2012

Azul


*Todos os direitos reservados ao autor
Verdadeiro
Alimentado ou desnutrido
Janeiro a Janeiro

A cada céu azul
A cada sol poente
Marcando o passo firme

Sagrado
Em um altar no peito
Sangrando
Insuficientemente
Te a...

JOSÉ SOARES NETO

18 de agosto de 2012

Breve

*Todos os direitos reservados aos autores.
Brotam flores e dores
Em melodias tão leves
Jardins de infinitos amores
...

José Soares Neto e Wildeberg Viana

Colocarei apenas trechos, pois estou trabalhando na publicação de meu livro de poesia, embora não saiba e não possua nenhuma editora. Aceito ajuda! 

23 de julho de 2012

Peito aberto em brasa

A noite tem asas
Voo raso no peito
Unhas marcando passo
Querendo o que tenho de mais secreto
Unhas rasgando carne
...

José Soares Neto

Colocarei apenas trechos, pois estou trabalhando na publicação de meu livro de poesia, embora não saiba e não possua nenhuma editora. Aceito ajuda!
Sonho é letra, papel, lápis. caneta, verso, beijo de menina...

12 de julho de 2012

Música - Vestido Azul

(Letra: Ravel Holanda e José Soares Neto)
http://satiros.tnb.art.br/

Quando você veste azul
Saio logo do trilho
Minha mente me trai
Encho os olhos de brilhos astrais
Você de Azul

E o que era musa
Vira música

Quando você veste azul
Tudo fica mais fácil
A vida se enche de cor
E somente que faço é ver você
Como uma flor

Linda Flor azul

E o que era musa
Vira música

ESCUTE A MÚSICA VESTIDO AZUL NO LINK: http://satiros.tnb.art.br/


28 de junho de 2012

*Todos os direitos reservado ao autor.
A arte tem fome
Come teus rins
Teu espírito
Teu sobrenome
Bebe teu sangue
Digere e vomita
Homens.
José Soares Neto

26 de junho de 2012

TEU


*Todos os direitos reservado ao autor, José Soares Neto
Teu
Sempre fui

Teu nome
Escrevi tantas vezes
Ao lado de existir
Que profundamente pago

Ainda guardo teu perfume

E mesmo com tudo
Mendigo teu amor.
JOSÉ SOARES NETO

21 de junho de 2012

Pastoreio

*Todos os direitos reservado ao autor, José Soares Neto
Pastores
Feito lobos egoístas
Vivem da palavra
E não a palavra

Pastores
Feito ovelhas negras
Carregam a cruz de Assis
E amam.
JOSÉ SOARES NETO

16 de junho de 2012

Poetas, amai-os


A poesia em Hilst
Aponta o dedo em riste
Para os infernos diários

A poesia em Leminski
É simplesmente louca
A gente abre os braços
E a voz fica rouca

A poesia em Neruda
É uma canção desesperada
Um sol no quintal

JOSÉ SOARES NETO

15 de junho de 2012

Mentira

Deserto Frio
Aponta em meu peito
O choro corta a noite
O sonho não alivia
Escrevo na cama
Versos imprecisos
Meu corpo move as palavras
As palavras movem meu corpo
Tomam, bebem...
Confunde-se a luz e a treva
Efeito de mil sonhos desfeitos
Do pranto raspa-se o prato
É vasto o vazio que trago
Quando nada trago.

José Soares Neto

8 de junho de 2012

Resposta ao que ando fazendo


*Todos os direitos reservado ao autor
Ando a fazer poesia
A colorir mais de noite o meu dia
A tecer de arvores minha caligrafia
A ter palavra, som, imagem
A ser imagem, som, palavra.

JOSÉ SOARES NETO

27 de maio de 2012

Pra não dizer que não falei de dores


*Todos direitos reservado ao autor.
Caia verso choroso, caia
Como um velho sorriso
De um velho esquecido

Caia do agouro da ave noturna
E rasgue a rima de um poema perdido

Caia desesperadamente, caia
Do grito inútil
Alojado no pulmão inválido

Caia e tropece em saias
Céus úmidos
Palavras jogadas
Rolando em areias

Caia da mão podre do poeta
Que fere a colcha da cama
Com sua pena-navalha

Saia do poema louco, rouco, pouco
Que de tão fraco
Já nasce morto

Caia verso maldito, caia
Com ódio amado
Armado de fim, mas
Caia sem fim...

JOSÉ SOARES NETO

20 de maio de 2012

17 de maio de 2012

Poesia


*Todos os direitos reservado ao autor
Poesia

  Palavra
       muda
   
  muda
          planta

fruta na boca
língua na língua

Poetas plantam frutos.

José Soares Neto

13 de maio de 2012

Para minha mãe

*Todos os direitos reservado ao autor.
Quem é feito mansa
Que ensina os passinhos para o lado do bem
Que não deixa para as tristezas nenhum vintém
Que leva no peito doces lembranças
Do adulto-jovem-criança-neném

Quem é paciente com certas mudanças
Que dá carinho e não perde a esperança
Que nunca balança no amor que se tem
Quem é esse adulto criança também?


José Soares Neto

Saudade, meu amor saudade


*Todos os direitos reservado ao autor.
Teu nome, Louco solfejo.
Arrepio errante.
Desejo mais que desejo.
Agonia amante.
(José Soares Neto)


5 de maio de 2012

Paranjana


Quando todos os caminhos
Estiverem apertados
Paranjana, paranjana, paranjanar!

Quando todos os desejos
Estiverem atrasados
Paranjana, paranjana, paranjanar!

José Soares Neto

26 de abril de 2012

Versos onde


É preciso escrever
versos que não sejam novos
Poesia que exprima
inspira vermes na boca
veias na dor sublime
tinta na poesia torta

algo que injete
o que não abrigo
na pessoa amada.

José Soares Neto

Todos os direitos reservado ao autor.

23 de abril de 2012

Icapuí


Canoa veloz
Quanto do teu sal
Fez mar em mim

Corpos volantes velozes
Banhados por américas
Falsos trópicos
Rostos pintados de calor
Fiosmolhadosdeareia

Tudo é sonho real

Ah! Icapuí
Só teu Sol sabe
O que vi, vivi e dividi.

José Soares Neto

Todos os direitos reservado ao autor.

18 de abril de 2012

Oração à Iemanjá

Oração à Iemanjá

Mãe, rainha Iemanjá
Peço permissão pra entrar em teu mar
e de teu sal me banhar

Mãe, rainha, saudosa
Obrigado pelas vitórias
contra a escuridão da mente
contra quem contra mim insurge
contra o peso da tormenta
contra vento vela morta

Alivie o peso dos tormentos
Dê mais força e saúde para meus enfrentamentos
Mais sabedoria para meus dias

Mãe, rainha
A benção!

José Soares Neto

Todos os direitos reservado ao autor.
soaressnetto@gmail.com

12 de abril de 2012

Salto


Com medo, amor e sangue
Preciso refazer o meu espaço
Se o futuro é morto
O passado é fato...

José Soares Neto

soaressnetto@gmail.com

7 de abril de 2012

Inércia


"Molotov! por todos que aí virão..."
Dead Fish
O fio da meada
O cio dos homens
A última cartada
Vira-latas, viramundo
Demônios, furaCÃES
São capelas
Não Franciscos
Lutem, gritem, corram
Profetas
De Marx a Jesus!

José Soares Neto

29 de março de 2012

Lagoa Redonda - lembranças...


Era feito de barro, tijolo branco e pedra
A casa de cor amarela
Na antiga rua ipiranga

Tinha uma velhinha modesta
Fumo era o perfume dela
Pra saúde caldo de feijão

Acerola, manga, mastruz,
Banana, goiaba, cana, siriguela
No sumo de tudo sua mão

Um caçimbão profundo
Turvava o vasto mundo
Osmarina, Chico, Raimundo...
Rimas que não se encontram mais.

José Soares Neto

Do livro Acidez
Contato: soaressnetto@gmail.com

26 de março de 2012

Poesia in(forma)

Esquerda, direita
Esquerda, direita
A poesia não flui.
Direita, esquerda
Direita, esquerda
Sem forma nem fórmula perfeita

Pois,
A poesia é perfeita
E os homens também os são
Em necessidades.

José Soares Neto

*Todos os poemas desse blog estão reunidos no Livro Acidez.
Quem quiser adquirir o livro entrar em contato por: soaressnetto@gmail.com

22 de março de 2012

21 de março de 2012

QUASE TARDE

Todo afeto é cômodo.
A pele tem seus quereres,
A boca o seus dizeres, e
O gostar pertence a quem?

José Soares Neto

19 de março de 2012

O que não muda

Meu lar, meu abrigo
Meu inimigo
Meu chão, minha identidade
Seca e rachada.
Medos, milagres, miragens
No meu quarto
E o frio na cidade.

José Soares Neto

OUTROS SONHOS



Sonho o absurdo
Longe de quem penso
Acordo preso

Sonhei o Espaço
de mãos grandes
 - que dilacera homens -
vomitando borboletas
entornando poesia
com uma perna às costas

Sonhei com ela
de Sergei
cansada de literatura
com seios expostos
buscando viver
perdida em ilhas
pelo mar celada

Ela era outra
de ser Moacir
com ventos e sal

Ela
De absurdo espaço
Sonhos não aliviam a noite.

José Soares Neto

17 de março de 2012

Há dor no peito de cada um de nós


Não há chão no jardim
Há pedras
Para os meus jasmins
A tristeza que colhi
É fruto-falta plantado em...

A certeza é que vivi
E não venci.

Zé Soares Neto

16 de março de 2012

XXXXXXXX


Ando sumido
Desvarindo
E convencido
Que ser poeta
É ser inimigo
Do próprio umbigo.

José Soares Neto

14 de março de 2012

13 de março de 2012

Meu pai perdeu um dente


Meu pai perdeu um dente
e disse:
- Agora Inês é morta!

Quantas palavras mordidas
foram perdidas?

Meu pai perdeu um dente
e eu disse:
- Diz algo.
- Quero tomar banho.
- Não, macho. Diz algo bonito...
- Eu te amo!

Pra quê então dente?

José Soares Neto

Necessarie


Quero estar nas tuas asas
ser tua brasa
caminhar teus passos
ser teu desejo armado
teu poema cheio de palavras tolas
sem rima, métrica, forma
a tristeza dosada e necessária
o verme, o lixo, a praga
quero es... SAIA.

JosÉ SoArEs NEto