27 de maio de 2012

Pra não dizer que não falei de dores


*Todos direitos reservado ao autor.
Caia verso choroso, caia
Como um velho sorriso
De um velho esquecido

Caia do agouro da ave noturna
E rasgue a rima de um poema perdido

Caia desesperadamente, caia
Do grito inútil
Alojado no pulmão inválido

Caia e tropece em saias
Céus úmidos
Palavras jogadas
Rolando em areias

Caia da mão podre do poeta
Que fere a colcha da cama
Com sua pena-navalha

Saia do poema louco, rouco, pouco
Que de tão fraco
Já nasce morto

Caia verso maldito, caia
Com ódio amado
Armado de fim, mas
Caia sem fim...

JOSÉ SOARES NETO

20 de maio de 2012

17 de maio de 2012

Poesia


*Todos os direitos reservado ao autor
Poesia

  Palavra
       muda
   
  muda
          planta

fruta na boca
língua na língua

Poetas plantam frutos.

José Soares Neto

13 de maio de 2012

Para minha mãe

*Todos os direitos reservado ao autor.
Quem é feito mansa
Que ensina os passinhos para o lado do bem
Que não deixa para as tristezas nenhum vintém
Que leva no peito doces lembranças
Do adulto-jovem-criança-neném

Quem é paciente com certas mudanças
Que dá carinho e não perde a esperança
Que nunca balança no amor que se tem
Quem é esse adulto criança também?


José Soares Neto

Saudade, meu amor saudade


*Todos os direitos reservado ao autor.
Teu nome, Louco solfejo.
Arrepio errante.
Desejo mais que desejo.
Agonia amante.
(José Soares Neto)


5 de maio de 2012

Paranjana


Quando todos os caminhos
Estiverem apertados
Paranjana, paranjana, paranjanar!

Quando todos os desejos
Estiverem atrasados
Paranjana, paranjana, paranjanar!

José Soares Neto