A poesia em Hilst
Aponta o dedo em riste
Para os infernos diários
A poesia em Leminski
É simplesmente louca
A gente abre os braços
E a voz fica rouca
A poesia em Neruda
É uma canção desesperada
Um sol no quintal
JOSÉ SOARES NETO
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Cai a noite. Tua pele. Fino tecido. Pássaros. Que ouso vestir. Flutua. Dança. Essa natureza amada Esse fluxo invasivo Esse desejo armado Ainda vai nos levar tempo Pois Palavra chave é Fruto maduro Colo, rosto, cacto gota d'água que escorre "Você pode pensar e não me dizer" vestir a pele mais íntima salivar as coxas molhar os seios resignados "Se você continuar dizendo coisas assim, vai acabar me causando problemas" "penso em seus lábios e no sabor deles" e depois penso no acaso
*Todos os direitos reservado ao autor. A arte tem fome Come teus rins Teu espírito Teu sobrenome Bebe teu sangue Digere e vomita Homens. José Soares Neto
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